Somos cultivadores da PAZ, muito bem-vindo(a) a esta cultura!

E D I T O R I A L

ROÇA DE PAZ
2ª EDIÇÃO do Acampamento de Poetas del Mundo.
RELATÓRIO VANDA FERREIRA – DIRETORA DE MEIO AMBIENTE

O projeto "Acampamento de Poetas del Mundo" é inovador e essencial para gerar vantagens ao processo de mudança social e potencializar abrangências à legitimidade das ações em prol da sustentabilidade ambiental.
"Ame a natureza como a ti mesmo" é o slogan da 2ª edição do projeto e foi elaborado com a finalidade de transformar positivamente, tanto no âmbito externo ambiental quanto no interno organizacional de Poetas del Mundo, de seus membros e convidados, passa a propor além dos poetas, também a integração de toda sociedade artística ao contexto da responsabilidade ambiental, somando braços, alertando realidades, propondo mudanças, realizando sonhos.
Roça de Paz foi realizado em janeiro de 2011, em área rural, na sede do Consulado de Poetas del Mundo no entorno rural de Campo Grande, no município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil, com grande empenho da cônsul Vanda Ferreira, que nos coloca como surgiu e é realizado esse trabalho.
Quando assumi o Consulado no entorno rural de Campo Grande, inspirada no Manifesto Universal de Poetas Del Mundo, apresentei à Embaixadora do Fórum Poetas Del Mundo para o Brasil e atual presidente da Associação Internacional Poetas Del Mundo, Delasnieve Daspet, o projeto Acampamento de Poetas Del Mundo como um programa capaz de propiciar e estender ações variadas para desenvolvimento das atividades da Diretoria de Meio Ambiente da Associação Poetas Del Mundo, assumida por mim.
Devo relatar que o que nos move é o ideal da busca integrada de ações que abranjam todo o contexto artístico e social em prol do crescimento da cultura e da conscientização da necessidade do cuidado com o Meio Ambiente, como fator essencial na conquista da política da PAZ na terra.
Como Diretora de Meio Ambiente em Mato Grosso do Sul, eu sinto a necessidade de que o projeto Acampamento de Poetas Del Mundo seja reapresentado à entidade para analisarmos sua funcionalidade e necessidade de extensão para as próximas edições, pois deixa de ser um programa criado pelo consulado, para ser um braço de uma associação de cunho internacional, que integra 117 países, o que agrega a potencialidade de se tornar um grande empreendimento e uma poderosa ferramenta nas causas ambientais, uma vez que as edições anteriores só podem ser consideradas um ponto de partida para uma representatividade maior pelos Poetas Del Mundo, o que nos determina repensar juntos em um sistema eficaz para garanti-la.
Pode-se observar desde a primeira edição a receptividade da sociedade para compartilhar da idéia de trabalhar as causas ambientais, em ambiente natural – gerando uma empatia maior dado ao notório interesse por parte de produtores de diversos segmentos que participaram de nossas ações para a formação de uma aliança em torno do projeto, somando esforços no seu crescimento.
A harmonia existente mapeou a reciprocidade entre os participantes para adesão a esta iniciativa, já não como membros, mas como ativistas, abraçando a causa, o que foi berço de um sentimento de gratidão por todos estarem juntos em torno da nobre meta de lutarmos pela vida, como seres humanos que lançam semente de paz, de esperança, de boa vontade para a continuidade de vida de qualidade, com uma integração responsável ambiental e humana, no planeta Terra.

Vanda Ferreira
Cônsul entorno rural de Campo Grande/MS/BR




3ª edição do Acampamento

3ª edição do Acampamento
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Mostrando postagens com marcador paz. Mostrar todas as postagens
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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

MATAMENTO

MATAMENTO




Beira as estradas cemitério de árvores, terra de olhos assustados, aberta sepultura coletiva, solidão da montanha em cacos de pedras, secas lágrimas da silenciosa e torrencial chuva de dor desprezada..

Beiram as estradas muitas tristes histórias de Sonhos abortados; devassadas rasas covas expoem ao léo raizes decepadas, destinos esmagados, penas e ossos dos bichos de esperança açoitada.

Li em linhas retas sobre destinos cortados ao talo, saqueados brotos, estrelas que não reluziram impedidas pelo desmatamento processo para construção de "faixa de domínio" do homem e seus animais de ferro.

Margem de estrada compartilha marginalidade humana. Divide vida em quilomético tapete feito de mortes em série.

Desmatamento é matança. Faixa de domínio é sequela florestal.

Será reversível?

Vanda Ferreira

domingo, 12 de dezembro de 2010

A PAZ PERFEITA

Havia um rei que ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de captar numa pintura, a paz perfeita.
Foram muitos os artistas que tentaram.
O rei observou e admirou todas as pinturas, mas houve apenas duas de que ele realmente gostou e teve que escolher entre ambas.
A primeira era um lago muito tranqüilo.
Este lago era um espelho perfeito onde se refletiam umas plácidas montanhas que o rodeavam.
Sobre elas encontrava-se um céu muito azul com tênue nuvens brancas.
Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela refletia a paz perfeita.
A segunda pintura também tinha montanhas.
Mas estas eram escabrosas e estavam despidas de vegetação.
Sobre elas havia um céu tempestuoso do qual se precipitava um forte aguaceiro com faíscas e trovões.
Montanha abaixo parecia retumbar uma espumosa torrente de água.
Tudo isto se revelava nada pacífico.
Mas, quando o rei observou mais atentamente, reparou que atrás da cascata havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha.
Neste arbusto encontrava-se um ninho.
Ali, no meio do ruído da violenta camada de água, estava um passarinho placidamente sentado no seu ninho.
Paz perfeita.
Qual foi a pintura ganhadora?
O rei escolheu a segunda. Sabe por quê?
O rei explicou:
- Paz não significa estar num lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho árduo ou sem dor.
Paz significa que, apesar de se estar no meio de tudo isso, permanecemos calmos no nosso coração. Este é o verdadeiro significado da paz.

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Cortesia: Rose de Arruda/CUiabá-MT/Brasil
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Dia Internacional dos Direitos Humanos




Direitos Humanos e a Pobreza

Delasnieve Daspet*

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Dez de dezembro é o dia dos Direitos Humanos.

O que há a ser comemorado?

Há muita fome, muita sede, muita insegurança, muitas guerras, opressões, indiferenças pelo mundo todo. Em todas as pessoas, em mim e em você.

São vários os temas a serem debatidos na ótica dos Direitos Humanos, entretanto, creio que a pobreza é o mais grave problema da violação de tais direitos.

A pobreza é causa e produto, pois aqueles que têm os seus direitos fundamentais negados são, certamente, os pobres, e, em seu bojo vem à discriminação, ao acesso desigual aos recursos, a estigmatizarão social e cultural.

Ainda não se vê a pobreza pelas lentes dos direitos humanos, mas sim, como uma responsabilidade dos pobres, e, os governantes, geralmente, nada fazem.

Os governos e suas políticas erradas para o combate a pobreza são, na minha visão, os grande culpados por esta situação.

Enquanto não houver interesse político, a pobreza continuará, e, os governos que se comprometem, por tratados internacionais, a fazer da pobreza coisa do passado, nada fazem.

Ao contrário, se humilha o pobre. Isso é o que acontece aqui no Brasil. O pobre é humilhado em sua dignidade com as “bolsas” de todos os tipos. O pobre não necessita de caridade e sim de boas políticas públicas e, ações de toda sociedade.

A inclusão não é uma questão de caridade, mas de vontade.

Devemos compreender que os direitos consagrados na Declaração Universal dos Diretos Humanos significam muito pouco para os bilhões de indivíduos que vivem à margem, vulneráveis, com fome, doentes, sem emprego, etc...

Se olharmos a pobreza baseado nos Direitos Humanos poderemos dar independência aos mesmos, ajudá-los a obter conhecimento e condições para regerem suas vidas.

O problema será erradicado quando a educação, a saúde, a segurança e o emprego chegar a todos.

Aí, então, os Direitos Humanos serão aplicados aos indivíduos.

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E, é em nome dos famintos,

Dos que sentem frio,

Dos que se revoltam,

Dos que morrem abandonados,

Dos que sonham,

Dos que buscam a paz;



Em nome dos que falam em silêncio,

Do olhar aflito,

Dos humilhados pelas esmolas,

Dos que dormem ao relento,

Dos que a fome lhes dói,

Dos que estendem as mãos aflitas,

Dos que gemem de dor

Dos que choram lágrimas de medo;



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Em nome dos sonhos mortos,

Dos que dormem na chuva,

O sono miserável dos esquecidos,

Ofereço estes versos como um diálogo de paz.

Ofereço a minha voz para que se rebelem

Contra todas as xenofobias e discriminações;

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Ofereço meu canto de liberdade para que

Todos tenham o direito de ser humano,

E, fiquem livres da opressão, da tirania e do medo;

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Ofereço minhas mãos para que nos liberem das dores

Da indiferença, das guerras e do terrorismo;

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Ofereço minha força

Para eliminar as exclusões e injustiças..

Divido meu pão

Com aqueles que a fome destrói;

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Ofereço o meu cobertor para que se agasalhem

Da chuva e do vento que os acolhe nas ruas;

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Ofereço meus versos, meu bem maior,

Para a construção de uma herança de paz.

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Entrego a minha poesia como semente,

Que ela germine na chuva, ajudando a diversidade e a biodiversidade;

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Entrego minhas canções para que se diluam nos ventos,

Nas águas, nas matas, no fogo, e, enfim,

Aniquile a gaiola, a prisão silenciosa, que atordoa

O invisível!

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Ofereço meu canto de paz e me associo a harmonia que induz o PAZEAR:

Eu pazeio!

Tu pazeias!

Ele pazeia!

Nos pazeamos!

Vos pazeais;

Eles pazeiam.

.

**Delasnieve Miranda Daspet de Souza

Embaixadora Universal da Paz

no âmbito do Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix

Ativista de Causas Humanitárias, Ambientais, Sociais e Culturais

Campo Grande-MS, 05.12.10



http://cercleuniverselambassadeurspaix-dd.blogspot.com/2010/12/10-de-dezembro-dia-internacional-dos.html

http://delasnievedaspet.blogspot.com/2010/12/10-de-dezembro-dia-internacional-dos.html


http://a-internacionalpoetasdelmundo.blogspot.com/2010/12/10-de-dezembro-dia-internacional-dos.html

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

PROSA NATALINA

Prosa natalina
(Vanda Ferreira)
A felicidade se instala em todas as camadas sociais, e adultos, idosos, jovens e crianças alegram-se em ânimo para viver a comemorativa data natalícia de Jesus Cristo. É mesmo um presente o natal. O Natal é um presente de ouro, coisa duradoura para sempre. O presente se resume na harmonia global pela paz que se instala coletivamente em todos os corações.

Nem me importa mais o fato articulador que não discrimina a ninguém. Creio que Alguém converge o mundo para o bem sem olhar a quem. Natal é especial oportunidade de justiça sentimental. Igualmente somos tocados ao mesmo tempo para desejar voto de paz para o próximo.

Observando os quantos Natais já vivemos, reparamos que há um generoso ponto mundial irradiado aos quatro cantos do mundo no desejo de plenitude nas relações humanas. O generoso ponto aliança e envolve todas as pessoas no presente, (eu, tu, ela e ele, nós, vós, elas e eles) para desejar fartura de coisas boas, por exemplo: felicidades.

Há individualizado contentamento, vestirmos a melhor roupa, e, despidos de avareza, distribuímos o que temos e o que não temos, porque por vezes desprovidos de paz, a distribuímos aos vizinhos, familiares, amigos e estranhos, dizendo :
- “Feliz Natal!”.

sábado, 9 de outubro de 2010

Um dia de glória. Vanda Ferreira

Não precisa ser dia especial no calendário mensal, nem anual, para vivermos um dia de glória. Não precisa ser dia de aniversário, ou formatura, ou casamento, ou nascimento de um filho, aquisição de um bem, ou a conquista de um sonho.

Um dia de glória, pode acontecer a qualquer dia do ano, em qualquer estação, em qualquer tempo lunar. Pode ser um dia chuvoso, quente, frio ou seco.

Mas afinal o que seria a “glória”? O que aconteceria para eleger um dia qualquer a um dia de glória? E o que significaria em nossa vida, um dia de glória?

Hoje tive um dia de glória!! E sabem por quê? Porque maravilhosamente assisti a participação, a receptividade de muita gente por um mundo de paz.

Testemunhei a provocação da mão estendida em pedição de uma aliança. A ansiedade de um fio de ligação para unir preciosidades e formar um colar de pérolas.

Sempre acreditei que o despertar é um longo processo. Abrir os olhos e ver a luz, sentir cheiro, ou fome ou calor ou frio, ouvir passarinhos ou a chuva caindo, não traz a totalidade, a plenitude do despertar. Despertar tem a ver com a afloração do cérebro e coração, e pode ser, até, independente dos sensores chamados de “cinco sentidos”.

Popularmente, diante da “ignorância” ou ingenuidade de quando não percebemos a “moral” de uma piada, uma explicação ou uma mensagem, o comunicador diz:

- Ei acorda!!!

E quer dizer: perceba!!! É deste despertar que desejo falar. Acordar do torpor e perceber a realidade.

Teria muitos eventos que eu poderia trazer para exemplificar a promoção do despertar. Aquela história que cego não é quem enxerga, mas aquele que se recusa a enxergar, é verdadeira.

Parece-me que o mundo está acometido de cegueira coletiva. Acredito que estejamos com aquela cegueira provocada pela mídia, pelos meios de comunicação, pelos agentes manipuladores dos veículos de comunicação, pelos interlocutores, articuladores de notícias e propagandas, que poderosamente nos converge à exclusiva atenção para um ponto discutido e estabelecido pela minoria.

Sabemos que somos induzidos para olhar para certos alvos, todos apontados por cidadãos, homens e mulheres, que se infiltram profunda e intimamente na sociedade. Somos hipnotizados. Assediados por palavras, imagens, ritmos, modismos, que nos manipulam, convencem, enfeitiçam, e ganham espaços para imperar em todos os aspectos da vida.

No entanto, no anelo das proezas a natureza é sensível. Cuida para ecoar o grito pelo bem. Grito que atravessa oceanos, rochas, desconhecidos caminhos e incalculáveis distâncias. Grito em uma língua universal, cujo dialeto é compreendido em qualquer lugar de qualquer continente. Felizmente há o propósito que se estabelece por força natural.

Sou uma observadora da vida. Quase nada faço. Quase somente observo o mundo, a história da humanidade. E assisto coisas horríveis. Choro dores mundiais. Choro até possibilidades vistas pela probabilidade!

Mas também me emociono e choro de alegria, em especial quando o grito ecoado atravessa a vida sem lesar mortalmente, nenhum dos inúmeros Cristos até que aporte em propícia solução.

Foi o caso dos mineiros “enjaulados” em um particular submundo subterrâneo. Este foi um grito pelo amor. Pelo respeito à vida. O alvo foi a indecência, cujo pecado foi aliviado para um numeroso grupo de seres humanos.

Um numeroso grupo de seres humanos, mundialmente foi despertado. Em todos os continentes houve um despertar para o simples de quando menos é mais.

A prática da ambição será reduzida. A gula, a avareza, e luxúria. Todos excessos, desejos com tendências exageradamente desenfreadas. Todos representados por demônios, em qualquer pesquisa que fizermos. Todos representados por intensos desejos por bens materiais.

No caso dos 33 mineiros que no dia 05 de agosto, ficaram presos no desastre que fechou o acesso a uma mina localizada a 700 metros de profundidade, em Copiapó, no Chile, a insanidade perdeu para a sabedoria do bem; a bestialidade se acovardou diante da preciosidade da vida humana.

Trinta e três Cristos foram usados, sacrificados por meio de dolorosas experiências. Trinta e três servos, para que, por intermédio dos quais, germinasse expressiva fraternidade. Houve a clara união dos povos pelo sentimento de respeito à vida. Houve clareza quanto ao despertar para a importância do amor familiar. Houve uma odisséia de clamor por aliança ao movimento pelo bem.

Quem vencerá? Fico pensando que a natureza sobreviverá à loucura do homem quanto à sua insistente escolha por evidente abuso para a extração de recursos naturais. Será que o bicho-homem sobreviverá?
Vanda Ferreira

domingo, 19 de setembro de 2010

Stetembro

Ouço o cochicho da chuva mansa;
cócega em meu coração
para pulsar sorrisos curtos, longos, escancarados.

Aconchega gratidão na paz encontrada
em mim-encantada de verdades importantes.

Contida felicidade de Joana
porque senhor João farta-se;

Barro para a construção do lar.

Vanda Ferreira

Primavera / Marcia Tigani


Manifesto de primavera
Tantas primaveras ainda virão... Pelas veredas de concreto armado subversivas flores cantarão num ciclo de vida renovado.
Muitas flores ainda irão brotar ...Por entre areia e pedra,e cinza e vento... Verdejantes campos, perfumando o ar, numa terra em transe, em cio e tormento.
As chuvas de setembros insistentes, embebendo mananciais adormecidos serão tantas e assim tão insolentes a desafiar terrenos ressequidos.
Serão muitos os frutos da estação a saciar famélicas e pálidas crianças num mundo desigual,sem doação na desnutrida face da esperança.
Do solo empobrecido e degradado, do desmatamento desenfreado da floresta, surgirão sementes em chão fecundado: flora e fauna germinados em cada fresta.
Animais em risco de extinção, longe do agosto das queimadas arara-azul,tamanduá,mico-leão... No pulsar da vida, a procriação.
E mesmo longe,onde ecoa a guerra em áridos ermos de qualquer latitude, haverá a sagração da necessária primavera a eternizar a vida em sua plenitude.
Fica então decretada a primavera: no pólen das flores ,o renascer da beleza. Eros comandando: é a vida que impera, no mágico elo entre homem e a natureza.
Marcia Tigani_ primavera 2010

A Lâmpada do Aladin - Manoel Virgilio

Famosa essa lâmpada do Aladin,
Quem sabe guarda um gênio para mim?
No ar vai se esgarçando a fumaça
E o gênio, três pedidos quer que eu faça.

Não quero lhe pedir prata ou ouro,
Meu verso, para mim, é meu tesouro.
Primeiro vou pedindo paz na terra,
Que o homem nunca mais faça uma guerra.

Segundo, que promova uma igualdade:
- Que os ricos distribuam suas riquezas
E, assim, cesse, do mundo, essa pobreza!

Porém, para fazer isto verdade,
Terceiro, determine esta meta:
- Que pensem os dirigentes, qual poetas!!!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Minha rede / Jesusa

MINHA REDE


Quero rede pra deitar

Para os sonhos balançar,

Quero sonhar acordada

E acabar com a injustiça

De irmão derrotar irmão.

Não quero ver

Ninguém se julgar

Menor...

Vou reconhecer no mundo

A igualdade das pessoas.

A arrogância!

Declaro guerra...

Ao sentimento de posse!

Morte...

Liberdade palavra forte...

Que os caminhos

Sejam livres...

Livres de algemas...

Que aja pão

Em toda a mesa,

Amor em toda ação.

Que todos se balancem

Ao som de uma suave canção.

Com o mundo colorido

E o balançar dessa rede,

Que a harmonia se faça

Em qualquer situação.


Jesusa

Em 28/07/2010

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Aprendiz do bem

Aprendi com meu pai coisas importantes. Por exemplo olhar e ouvir, ouvir e sentir. Aprendi artes: macerar com o coração, fundir meu sangue com o verde florestal; Aprendi comer com os olhos e degustar as delícias dos cheiros, e, então, desenvolvi lingua na testa, aflorada de paladar, para lamber paisagens. Aprendi com meu pai a leitura das tatuagens que mapeiam os troncos de velhas árvores e expus o coração revestindo-me os ossos para ouvir passarinhos.

Aprendi com meu pai que o mundo é gigante, seus olhos são o sol, sua boca leitos d'agua, compartilha vida e é exemplo de gratidão.

Caminhei cores, trilhas do arco-iris, e descobri o ouro naquele tacho do horizonte celeste. Aprendi com meu pai a pregação de veemente amor santificador de paz que processa respeito pela terra, cobiça sentimental pela harmonia. E, aprendiz do bem, ensinei ao meu pai que vale a pena ensinar o bem.


Vanda Ferreira

terça-feira, 27 de julho de 2010

P R O S E A N D O

TAL VEZ


Talvez eu tenha boca gigante, escancaradamente aberta. Coisa de rio: tudo aceitável, recebido goela abaixo; Certamente que tenho o mesmo estômago do rio: nem tudo digiro; Talvez eu tenha desejo de terra, instabilidade que ora urge por chuva, ora urge por secura: Quereres que promovem as diferentes verdades da vida.
Talvez eu até desejo ter estômago de ema, pernas de seriema, olhos de coruja e fome insaciavelmente humana. Talvez, eu almejo estar em campo aberto ruminando paz e regurgitando-a em uma rosa-dos-ventos.

Vanda Ferreira
http://wwwbugra.blogspot.com/

sábado, 17 de julho de 2010

Qual a origem da guerra? (repasso matéria de Celito Medeiros)

Queridos e queridas, retorno saudosa de nosso contato.
Posto este texto elaborado por CELITO MEDEIROS, enviado por Delasnieve Daspet:


Qual a origem das Guerras?


- Falta de boa comunicação nas ideias em oposições, mal entendidos, interesses defendidos com o domínio da força.

É falta de amor?

- Não, de fato não é este o item básico. Pessoas com amor também estão sujeitas a iniciarem ou irem às guerras.

Então temos dois tipos de Guerras diferentes?

- Sim, uma pelos motivos acima e a outra a Guerra Global. Esta não é localizada, mesmo que possa servir aos interesses dos Seletos do Poder.

Sempre partindo do mesmo grupo em todos os lugares, todas as nações, para o domínio total dos Seres Humanos.

Enquanto gritarmos por amor, por humildade, por união e pela própria sobrevivência humana, eles se unem para o controle por seus meios próprios, por suas alianças, suas armadilhas sobre todos, cuja única distinção é para seus assemelhados de interesses em pacto mantido muito além desta civilização.

Mantidos sob controle de várias formas, os Seres Humanos precisam conhecer estes meios de supressão, seus cenários, sua trama e principalmente como fizeram para conseguir isto.

Se este comando conseguiu manter por tanto tempo este controle, mais do que muitos imaginam, conseguindo se infiltrar em qualquer área que os percebam e que os combatam ou que tentam sair das armadilhas, sejam religiões, filosofias ou ciências, usam dos mais diversos meios para colocar dados falsos no meio do que é bom e desunir, difamar e assumirem os comandos para ditarem os que todos precisam acreditar ou obedecer.

Como pode um Ser Humano perceber tudo isto se está doente física e principalmente mentalmente?

O que disse nosso fundador Presidente Jean-Paul Nouchi?

"Todos aqueles que são uma forma pura de Paz Espiritual, uma alma,

um corpo e uma mente, formam a Família da Paz Universal”.

Este é o caminho a ser conhecido e colocado em prática:

Como teremos uma Mente sadia, para também termos um corpo sadio, uma alma plena e sem domínio em pura paz Espiritual para formarmos uma Família da PAZ UNIVERSAL?

Como anda nossa Mente? Como está sendo tratada a Doença Mental? O significado de Psique foi esquecido? A Memória é da Alma ou do Corpo? Que caminhos equivocados estamos sendo empurrados para seguir? A cura ou o controle? Pensem sobre isto, pois a Mente sã, corpo sadio. Sem isto, muitos estarão em guerras contra si mesmos, esquecendo-se do inimigo maior, o invivísel, mas que tudo vê!... E tem sua rede estabelecida para acabar com nossas individualidades, tornando tudo centralizado, economia, poder político e finalmente para conseguir globalizar tudo, aos nossos olhos, sem que muitos percebam isto. Eles desejam controle, já temos números, mas desejam tratar-nos como animais em cativeiro, nas armadilhas, só faltam mesmo nos colocarem chips como animais! Então seria mesmo o domínio total, se não estivemos atentos e trabalharmos duro para conseguir Fraternidade em igual Liberdade para todos! O meio para isto já existe, só precisa que todos reconheçam e possam apoiar, pois o inimigo já se infiltrou para denegrir e difamar. Esta é a grande tentativa da virada neste jogo de domínio, status e poder.

Celito Medeiros - ambassadeur de la paix universelle - Brésil

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Roda de Prosa (virtual) com a Bugra

Amo receber e-mails. Sou tomada de ansiedade, ardências de insaciavel fome para mastigar e digerir minhas mensagens recebidas. Quero acreditar que os amigos selecionam os assuntos para mim.


Então, vivo, tambem, tomada pelo sentimento de gratidão por receber inestimável atenção dos amigos colaboradores que enriquecem-me os conhecimentos gerais.


Quando realizo Roda de Prosa com a Bugra, costumo usar mensagens de emails recebidos, como recurso para plantio de uma semente que estabeleça a florescência da paz, respeito, amizadade entre outros campos que me dão o prazer de viver e atuar como facilitadora.


Hoje, especialmente hoje, sem nenhum especial propósito, decidi realizar a Roda de Prosa Virtual, de vez em quando.


Para começar, escolhi transcrever fielmente o texto que me chegou por sabe lá Deus, caminhando milhas de mãos em mãos. Isto não importa! Valiosa é a oportunidade de praticar minha incansável fé, acreditando na veracidade do fato, fato este que divulgo a seguir:

"DESPACHO JUDICIAL...



DECISÃO PROFERIDA PELO JUIZ RAFAEL GONÇALVES DE PAULA


NOS AUTOS DO PROC Nº 124/03 - 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas/TO:


DESPACHO POUCO COMUM


A Escola Nacional de Magistratura incluiu em seu banco de sentenças, o despacho pouco comum do MM Juiz Rafael Gonçalves de Paula, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas, em Tocantins. A entidade considerou de bom senso a decisão de seu associado, mandando soltar Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, detidos sob acusação de furtarem duas melancias:



DECISÃO


Trata-se de auto de prisão em flagrante de Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, que foram detidos em virtude do suposto furto de duas (2) melancias. Instado a se manifestar, o Sr. Promotor de Justiça opinou pela manutenção dos indiciados na prisão.

Para conceder a liberdade aos indiciados, eu poderia invocar inúmeros fundamentos:


- Os ensinamentos de Jesus Cristo, Buda e Ghandi, o Direito Natural, o princípio da insignificância ou bagatela, o princípio da intervenção mínima, os princípios do chamado Direito alternativo, o furto famélico, a injustiça da prisão de um lavrador e de um auxiliar de serviços gerais em contraposição à liberdade dos engravatados e dos políticos do mensalão deste governo, que sonegam milhões dos cofres públicos, o risco de se colocar os indiciados na Universidade do Crime (o sistema penitenciário nacional)...


Poderia sustentar que duas melancias não enriquecem nem empobrecem ninguém.


Poderia aproveitar para fazer um discurso contra a situação econômica brasileira, que mantém 95% da população sobrevivendo com o mínimo necessário apesar da promessa deste presidente que muito fala, nada sabe e pouco faz.


Poderia brandir minha ira contra os neo-liberais, o consenso de Washington, a cartilha demagógica da esquerda, a utopia do socialismo, a colonização européia....


Poderia dizer que George Bush joga bilhões de dólares em bombas na cabeça dos iraquianos, enquanto bilhões de seres humanos passam fome pela Terra - e aí, cadê a Justiça nesse mundo?


Poderia mesmo admitir minha mediocridade por não saber argumentar diante de tamanha obviedade.


Tantas são as possibilidades que ousarei agir em total desprezo às normas técnicas: não vou apontar nenhum desses fundamentos como razão de decidir.


Simplesmente mandarei soltar os indiciados. Quem quiser que escolha o motivo.


Expeçam-se os alvarás.


Intimem-se.



Rafael Gonçalves de Paula
Juiz de Direito"

Prezados(as) leitores(as), confesso que desconheço a veracidade do fato. Tambem não saberia informar se o Excelentissimo Juiz de Direito Rafael Gonçalves de Paula é real ou ficticio.


E, ainda, confesso que acredito em sua realidade e até mesmo que todos os juizes tem embutidos uma excelencia que nesta crônica chamamos de Rafael Gonçalves de Paula /Juiz de Direito"


Beijo de mim, até a próxima.


Vanda Ferreira Bugra Sarara
vandabugra@hotmail.com

Plantação

(imagem feita na roça da fazenda Dom Fernando, em 20/05/10)

Em terra molhada,
Sementes grudam
Feito marcas sentimentais
Em corações maternos.

Não há estranhamento,
Nem mesmo de espinhos,
Garras felinas
De aves de rapina.

Verde-esperança
Cava, rasga, engole,
Sem dó nem piedade
Ganha silenciosa guerra.
Raizes entranham a terra.

Importâncias se plantam
Para brotação de sonhos.
 
Vanda Ferreira